segunda-feira, 20 de junho de 2011

Crisim is on the table - Last Level

"Gino and Me


When I was younger I used to visit a couple of friends that decided to live a natural life. They had a little farm in Ibiuna and entertained themselves planting organic vegetables and rearing animals. During the weekend I made many rural tasks: feeding the chicken and pigs, planting without knowing what kind of vegetable was planted, milking goats, etc. After I had lived as a happy farmer during two days, I returned to my lovely urban life.
One day, the goats were eating out of the corral and my friends asked me to take care of them, especially the male one. Its name was Gino and it was very majestic with its big horns and long brown pelage. My responsibility was not to let them go to the neighbor’s ground. To look stronger and make the goats afraid, I took a stick. I stayed there completely proud of my superiority controlling my herd. In my veins ran the blood of several Portuguese shepherd ancestors.
However, Gino was a creature with personality. In spite of my autority, it passed the neighbor’s border and started eating some plants. Suddenly, I appeared in front of it and beat my stick on the ground with determination. It put its forward paws going against me with its horns. This reaction took me by surprise. After I could think anything, I shouted “help” as loudly as possible. Luckily it thought I was playing. It wasn’t really angry. When it had noticed I was paralyzed, it stopped and stared waiting for the next movement.
Then, my friends arrived and saw a curious situation: a goat and a human being assessing each other.
After that, our relationship has never been the same. We’ve just stayed closer with a grid protecting us."

domingo, 15 de maio de 2011

Crisim is on the table – Level 1




“My Work
My job is interesting… to me. For the others, it can be boring. I file images of sport and I put their description in a computer system. This job has a strange name, “indexação”. This kind of job only exists on television or in the museums of image. For not to complicate too much, I say “I’m an archivist”.
I worked during the night. I did this for five years. Now, I work during the day, until midnight. The work during the night was better than the day: I was more concentrated. But I was by myself. Now somebody always interrupt me because during the day I have company. Another thing that I don’t like are the gossips. There are a lot of gossips. My god! I think it’s because the slogan is : “Information is our sport”

sábado, 14 de maio de 2011

Crisim is on the table – Level 1




Estou na reta final da minha dedicação à língua de bárbaros, vulgo o inglês. Foi um longo caminho que começou lá quando eu era adolescente, passou pelo primeiro e segundo grau, e está para acabar até o final deste ano. Depois disso já me considero devidamente educada neste idioma, e pouco me importa o que digam os especialistas. De lá para cá produzi muitas pérolas em formato de redação que quero compartilhar com vocês. Todas, of course, devidamente corrigidas pelas minhas diligentes professoras. Percebam a sensível evolução desta humilde aluna. É incrível como fui conseguindo dominar esta besta fera lingüística. James Joyce que se cuide!
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“My School
My school time is in the past. But I have good memories about that, specially my college time. I studied History in USP years ago, precisely ten years ago. I liked what I learned there. But I liked more who I met: my friends. It’s the proof how intense were those days
I don’t remember many things I learned there (and I hate when somebody asks me “when or how did it happen?”) but I have a history feeling. I know when something is tendentious. And I need to understand the facts in a precise context. Finally, I became a good researcher.
What about my school? Well, it was a good school. My best capacities I developed there.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Denúncia de última hora "Crime livresco na Bovero"





Muita indignação me fez agora sacudir a minha preguiça e postar aqui sobre uma aberração que presenciei algumas horas atrás. Estava voltando para casa, passando pela Avenida Alfonso Bovero quando avistei uma montanha gigantesca de livros na calçada. Livros jogados a esmo debaixo de chuva e atrapalhando os transeuntes, arriscando virar sopa e entupir boeiro. O energúmeno autor da façanha é um livreiro. Pasmem! Um livreiro, proprietário do sebo na esquina da Alfonso Bovero com a Bruxelas . Um crime duplamente abominável: em terra de livros caros e população pouco leitora, uma displicência dessa é uma ofensa, e a montanha em via pública um atentado ao bem público. Como um ser desses pode se denominar livreiro!



Numa tentativa insana parei e comecei a empilhar os livros e, obviamente, amante dos livros que sou, peguei alguns para mim. Um morador da região que passava com seu cachorro observou a cena e externou a sua aversão pela porquice do traste-livreiro. Nos contou que não foi o primeiro crime que ele cometeu, em outras ocasiões já tinha jogado livros na calçada para consternação da vizinhança.




Novos expectadores passaram por alí e se solidarizaram. Um rapaz até voltou para casa e trouxe um carro para levar alguns embora. Outros passantes pararam e pegaram despojos que julgaram interessantes, outros ajudaram na formação de pilhas para tirar os livros da calçada. Por fim, com as revistas jogadas montamos uma espécie de barricada na porta do sebo impedindo a sua entrada. Era grande o suficiente para aborrecer o desgraçado por algumas horas.




Já cansada pelo esforço da construção da barricada somada à minha pernada rotineira rumo à minha casa, fiquei pensando; o que mais fazer? Seria válido ligar para a polícia? Existe algum orgão de denúncia? Este livreiro tem algum alvará de funcionamento?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crônica de uma diabete anunciada


Acredito que cada pessoa tenha internamente uma quota específica para cada coisa que ingere. Alguns tem cadinhos generosos e outros nem tanto. Digo metaforicamente para não cair naquele blablabla sobre genética que todo mundo já sabe. Para grande desgosto meu minha quota para doce era pequena. Se soubessse disso antes teria organizado desde cedo um esquema mais equitativo nas minhas comilanças. Bom...pensando bem... muita organização em orgia tira o tesão, né? E por falar em orgia, a minha compulsão por doces me proporcionou belas e inesquecíveis bacanais calóricos.
Vou lembrar só alguns momentos que me dão água na boca, já que agora em diante dependerei das lembranças e da imaginação para não morrer de tédio dietético. Lembro da minha vó portuguesa servindo bolões enooormes de cenoura para nós, ainda poucas horas depois do almoço de domingo já muito regado com Gini, Guaraná ou Crush. E também do vô portuga que incentivava as netas a meter a mão no baleiro e só ficava satisfeito quando as mãozinhas estavam transbordando de balas (balas Juquinha. Alguém se lembra?) Ah! Tinha também os ovos de páscoa roubados da irmã mais nova que eram sem dúvida muito mais gostosos que os meus, apesar de serem da mesma marca ou tipo. Aliás, roubar doces alheios desenvolveu em mim um instinto de caçadora para descobrir guloseimas escondidas. Já adulta, fiz a loucura de passar uma semana só almoçando sorvete de cupuaçu e creme de bacuri numa viagem em Belém do Pará. Depois desta aventura qualquer coisa que tenha cupuaçu ficou sendo para mim o supra-sumo da delícia.
Meu derradeiro prazer foi um pão de mel com recheio de maracujá. Foi a última coisa vraiment douce que botei na boca, pois no dia seguinte fiz a curva glicêmica que decretou a minha famigerada sentença de diabética forever.
Se seguir a risca a dieta, emagrecer o recomendável pela endocrino, sobreviver às tentações durante a manutenção, virar perita em contagem de carboidratos, tenho chance de ganhar uma condicional por bom comportamento. Se Santa Clara dos Ovos Nevados permitir, vou poder muito esporadicamente (eu prometo doutora!) fazer minhas papilas gustativas alucinarem com uma...Nhá Benta...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Crisim dos 7 aos 37


Atendendo a pedidos, continuo publicando até encher o sacolete, meu e dos demais, ok? O que está escrito em branco são observações da Cris-aos-37:


4/12/1983 - Crisim aos 11 anos disse:

"Faltam 21 dias para o Natal. Ontem ganhei o livro "Cinco semanas em balão" de Julio Verne. E sabe da última? Eu fui promovida (hahaha, acho que queria dizer "passei de ano"). Hoje infelismente não pude tomar sol, justo hoje, porque na casa de cima tinha pedreiro e os ccaras não saiam de lá (meu pai comprou uma casa na rua de cima e mandou reformar antes que nos mudássemos). Hoje a Lina (Castelina) faltou e do jeito que ela está andando acho que a minha mãe vai acabar despedindo ela (eu tinha mania de "fiscalizar" empregada. Coisa feia...) E talvez a Dona Maria entre no lugar dela (era a faxineira - esta sim ia ser promovida, hehehe). Ela tá querendo casar com um velho só porque ele tem dinheiro (chegada numa fofoca, hein? Para que novela, né?) O apelido do velho é "mão boba" porque ele põe a mão onde não deve. Antes era o "Paixão", depois o "Pedrão" (não conheço nenhum dos dois. Mas sei que o Pedrão é guarda do Pão de Açúcar). A goiabeira da minha casa já está cheia de goiabinhas que logo, logo amadurecerão e eu vou comer muitas delas (não deve ter dado certo, sempre ficavam bichadas). Ah, e é bem possível que em fevereiro a Laica dê cachorrinhos e nós vamos ficar com um"

sábado, 28 de novembro de 2009

Crisim dos 7 aos 37


Toda menininha tem um diário. Algumas vão de agenda onde registram as suas agruras e lotam de fotos e pequenas relíquias. As rebeldes dizem que não têm, mas guardam lá um caderno que tem para elas um sentido, ou um objeto talvez que simbolize algo muito intrínseco.


Fui muito afeita a coisas singelas: tive diário, colecionei papel de carta, tive paixões platônicas, curti fossa, e muitas pieguices mais. Não vejo problema algum e não coro nem um pouco em contar sobre essas coisinhas. E aproveitando o trocadilho, não faço coro com um povo metido a resolvido que tira um sarro desses acessos de ternura. A gente tem que se lembrar que foi inocente um dia para ter salvação como ser humano.


Vou mostrar um pouco aquela Crisim cuti-cuti, CDF e tímida que fui. Compartilho com os curiosos e amigos chegados alguns trechos do diário dela. Vejam bem, isto é um privilégio, pois ela jurou furar os olhos de quem bisbilhotasse (sorte das irmãs que conseguiram ler escondido, hehehe). A cúmplice mais velha, a Crisim dos 37 mal-cumpridos, conseguiu convencê-la que agora não há problema algum. Mesmo porque todo mundo que escreve um diário quer que ele seja lido um dia...


As anotações em branco são minhas, atuais:


28/11/1985 - Crisim aos 13 diz:

"Comprei dois cadernos (caderno para os amigos deixarem recadinhos e lembranças) e de nada adiantou, pois não teve aula hoje. Apenas a Erika escreveu no caderno (ô tristeza, que menina solitária. Ainda bem que tem a melhor amiga para salvá-la). Bem, então fica para depois, ou seja, pro outro ano. Dudu afirmou que iria entrar no ITO (Dudu, paixãozinha que eu tinha na sala de aula e ITO era o colégio que ia estudar no ano seguinte) então não temo nada acerca deste assunto. Mas se ele não passar no teste? Bem, acho que isso não acontecerá. Satisfaço-me interiormente sabendo que a Priscila e o pessoal do ARCHI (Architiclino Santos, vulgo Verdão, onde estudava) vai para o ITO, então não ficarei tão só assim"


10/o9/1986 - Crisim aos 14 diz (não tinha mês de novembro...):

"Ocha, a quanto tempo que não escrevo, ein (sic)? Hoje teve jogo na nossa escola contra um outro time lá do Independência. Por causa disso a classe toda não foi na escola. Aproveitando o momento eu e a C. fomos na casa do C. assistir vídeo-cassete. Assistimos dois vídeos Desejo de Matar 1 e 2. Depois fomos numa sorveteria e tomamos sorvete. "Vortemos" de novo para a casa do C. e improvisamos um bailinho legal. Eu dancei com o R. (ele dança bem, tem um molejo!) e com o C. O R. como eu disse dança bem pra caramba. Já o C. é duro e sem ritmo. Se você aperta mais um pouquinho ele, você sente ele tremer (ops!). Ouvi até a respiração dele. Teve uma hora que ele começou a manquejar (Jesus, cadê a mãe desta menina?Algum adulto por ai pelamordedeus) Ele então desculpou, dizendo que tinha torcido o pé aquela manhã (ahã, sei...). O R. e a C. estão namorando. Deram um monte de malhos um no outro (e a Crisim deve ter ficado a ver navios...). O que mais me deixou contente foi o fato do R. dizer que eu danço bem (nem tudo estava perdido...). É difícil ouvir um elogio vindo dele, ainda mais um elogio sincero (demorei para aprender o que era sinceridade...). Eu muito humilde expliquei que eu fiz jazz (modéstia não era a melhor das minhas qualidades, bem se vê). Ai ele começou a zoar dizendo que faz balé. Eu e a C. estamos pensando em reprisar este baile, só que convidando mais gente (boa idéia Cris!). Seria legal a beça. O R. disse que heavy metal é música de orangotanto (hahaha, isto sim é sinceridade!) Ah é, seu R., vou levar vocês para minha casa e aí vou mostrar o que é bom! (que vai fazer, colocar um heavy metal para ele?)